25/11/2011

Sexo com diabo: Imaginação, paranormalidade ou problema espiritual?

Postado por Donna

 Sexta- feira passada postei o primeiro e o segundo capítulo do livro Sexo com o diabo e hoje postarei mais 2 :)

 Continuação..Cap 3
Fomos tratados a pão-de-ló. Falaram toda a nossa vida. Na época, ficamos maravilhados: “Pôxa, nunca mais nos viram e falaram tudo o que estamos passando. Que bacana!” E, mais uma vez, lá fui eu, como centro de tudo, ajudar a ceifar almas para o inferno.

Comecei a trabalhar diretamente incorporando os espíritos e aí fui servindo na umbanda, candomblé, quimbanda, magia negra. Fiz pacto com o diabo com o sangue tirado da minha cabeça. Era possuída por vários espíritos muitas vezes em uma só noite. Bebia cachaça (da mais forte), cerveja (qualquer marca), bebidas doces e quando voltava a mim, não estava bêbada, mas o desejo de beber aumentava e daí eu bebia “sozinha’ lá no centro espírita mesmo. "Recebia” todas as “entidades”, mas havia uma mulher que tomou posse de mim. Tudo o que eu falava, comia, vestia, calçava, a marca do cigarro que eu fumava, os homens com quem eu saia, tudo era comandado por ela. Perdi minha identidade e, o pior, não tinha dado conta disso.

Em 1997, engravidei desse rapaz e tive uma menina, então, tudo piorou de vez. Fomos morar juntos 15 dias antes de ela nascer (em 1998). Durante a gravidez fui desprezada e, quando fomos morar juntos, o inferno transferiu-se para dentro do meu lar. Ele me traía, chegava em casa todos os dias bêbado, já com o dia claro. As brigas eram constantes, palavrões, agressões verbais (houve até uma física). Eu puxava a faca para ele e dizia que iria matá-lo.

Quando engravidei parei de frequentar o centro espírita, mas mantinha “contato” com todos eles. O altar era de primeira na minha casa. Voavam morcegos por cima das oferendas que eu colocava no quarto. Era uma humilhação só. Finalmente, minha vida perdera todo o sentido e a vontade de morrer era diária.

Em 1999, foi o ano da minha derrota total. Comecei a ver um vulto preto de um homem com boné no meu quarto perto do cabideiro. Sentia passos atrás de mim onde eu estivesse, mas em casa era mais forte. Ouvia chamarem pelo meu nome e quando eu respondia, não era ninguém. Eu tinha medo e ele dizia que se eu me virasse o veria. Ele dizia assim: “Larga esse homem, mata sua garota e depois se mate. Você sabe que depois da morte você vai para um lugar lindo onde todo seu sofrimento vai acabar.” E eu olhava para minha filha – ainda um bebê – e pensava em matá-la.

Com toda minha formação acadêmica, a cada dia eu estava pior, desempregada, destruída, cheia de dívidas, morta por dentro com uma dor desesperadora na alma. Doía mesmo. Nada, nada, nada, preenchia aquela dor. Ela aumentava a cada dia com requintes de crueldade dentro de mim.

Esse espírito deitava-se comigo e fazia sexo. Muitas vezes, eu pensava que tinha feito com meu esposo, mas percebia que não, porque eu levantava para ver e ele estava em outro cômodo da casa. Sentia o peso de um homem em cima de mim e acordava satisfeita sexualmente. Isso era a noite toda e com frequência. Com isso, meu casamento foi ficando cada vez pior. Imagino que quando isso ocorria, eu estivesse dormindo, mas confesso que nem sei, porque minha vida não era mais minha, mas “deles” e eu já andava 24 horas possuída.

Já tinha largado a umbanda, candomblé, quimbanda, e fui para um centro de mesa branca de nome muito conhecido. O livro do evangelho segundo espiritismo era meu livro de cabeceira. Nele, eu aprendia a conviver com a dor, a fazer caridade, sobre “carma”, e que havia nascido para sofrer mesmo, e que essa minha vida era fruto da minha vida passada. Ridículo, absurdo!

Num sábado, para tentar resgatar meu casamento, pedi à minha amada mãe que ficasse com nossa filha para irmos a um restaurante. Quando voltamos, estávamos a ponto de nos matarmos. As brigas começavam do nada. Nesse dia, ele me bateu e eu fui andar na rua como uma louca, procurando “amigos” para continuar “enchendo a cara”. Felizmente, não achei ninguém e voltei para casa aos berros (já era por volta das 4 horas da manhã). Os vizinhos tinham muito medo de nós e nada falavam. O “homem” comigo, abusando de mim sempre.

Naquela mesma madrugada, meu esposo foi dormir muito bêbado e eu fui chorar (como já era de costume). Fui ao banheiro e o espírito fortemente me induziu ao suicídio. Já não era a primeira vez, mas essa foi a última cartada. Ele veio até mim e disse: “Pegue todos os remédios desta gaveta, principalmente os vencidos, e beba de uma vez. Você precisa morrer para descansar. Sua filha está criada (ela tinha apenas 1 ano e 9 meses), esse homem  te odeia, você não tem ninguém. Só tem a mim. Então, coragem, faça logo isso e acabe com esse sofrimento de uma vez.” Fiz o que ele ordenou. Preparei tudo e fui até a cozinha pegar o copo com água (detalhe, eu havia bebido a noite inteira).
Cap 4
A minha angústia, a minha solidão, frustração, me faziam afundar nas drogas.

Depois de o meu filho nascer e quando parei de amamentar, comecei a fumar haxixe outra vez, só que desta vez desalmadamente. Fumava tudo o que me aparecia à frente e bebia cerca de duas garrafas de uísque, mas o engraçado é que não ficava bêbada.

O tal anjo/demônio sentava-se ao meu lado e estava sempre querendo me tocar, acariciar meu cabelo, e eu parecia uma tonta, tinha medo de falar.  Mas, neste momento, comecei a falar: “Epa, este ordinário está sempre querendo me tocar.”

As pessoas que se diziam minhas amigas riam, não acreditavam e ainda diziam: “Oh, Fátima, você anda fumando muito.”

Eles até achavam que eu tinha dons, porque eu dizia a eles coisas que aconteciam. Mas, eu lhes dizia que não era eu, mas o anjo que estava me dizendo. Mas os tais amigos riam-se às gargalhadas. Achavam-me muito fumada (drogada). Como eu poderia falar com gente que não acreditava? Eu bem que tentei explicar, mas...

O tal anjo me fala ao ouvido: “Você vai ser minha. Você é minha! Vou te tirar o marido, pois fui eu que te dei.” Eu não conseguia entender o motivo pelo qual o tal anjo havia se tornado estranho e mau comigo.

Ele me dizia: “Mata o teu filho, mata-o!” Comecei a ficar apavorada, mas como falar disto? Fui a um bruxo e paguei muito dinheiro a ele. Tive que fazer trabalhos, e nada, ao contrário, o bicho do tal anjo ficou pior. A minha vida, aparentemente, parecia bem, mas eu estava a ponto de ficar louca. Minha vida estava a caminho de se desmoronar!

Meu marido me traiu com quem se dizia minha amiga, que frequentava a minha casa e foi para a cama com ele. Foi a gota d’água.

Tudo se desmoronou, meu coração se partiu. Só queria morrer. O anjo/ demônio só me dizia: “Vai, se mata. Não está vendo que ele não te quer? Vai, se mata! Ele te trocou dia e noite.”

Ele me dizia: “Vai, acaba com tudo.” Ele me dizia a todo o momento. E o meu vício pelas drogas aumentava dia após dia. Eu só procurava uma saída, era um tormento.

Muitas vezes quebrava tudo em casa, devido às crises nervosas de possessão. E ele, o anjo/demônio me atormentava dia e noite, me dizendo: “Dá-me o teu filho.” Eu me pegava aos gritos em casa, e o tal anjo ria de mim na minha frente e eu lhe jogava coisas. Mas, como acertá-lo se ele desaparecia e aparecia novamente? Eu estava para ficar louca. E o tal anjo me falava: “Não vê que ninguém te quer? Vai, se mata. Mata o teu filho e acaba com tudo!”

E continuava assim os meus dias: aparentando uma pessoa feliz na rua e escondendo meu sofrimento, meu tormento no haxixe, liamba, álcool, ficando a cada dia mais magra e muito doente, enquanto meu marido, passando horas, dias e semanas com outra mulher.

Tínhamos uma relação a três, mas só eu sabia que éramos quatro, pois o tal anjo/demônio era a minha figura principal.

Nesta altura, tentei pela primeira vez um suicídio. Bebi água sanitária, mas a madrinha do meu filho me encontrou a tempo, e não morri. Sofri muito, pois fiquei com a garganta danificada.

Para me sentir melhor, e depois decidir fazer qualquer coisa, contratei mais uma empregada, que ao fim de um tempo me pediu para que eu batizasse sua filha (à parte de tantos problemas, para a sociedade em que eu vivia eu era uma figura bem sucedida, sempre em festas, carros, viagens, muita droga. Para eles eu era o máximo). Mentira, fingimento, frustração. Era tudo encenação minha.

Essa minha empregada presenciava várias situações em minha casa: ovos debaixo da cama, fotografias amarradas aos pés da minha cama, coisa inexplicáveis. Quando eu chegava em casa, ela bem que tentava me explicar ou tentava ela própria entender, mas eu virava para ela e dizia: “Vou já fumar um charro porque este ordinário anda querendo me enlouquecer.”E ela me perguntava: “Que ordinário? O seu marido?” E eu respondia: “Este também, mas eu estou falando deste que está aqui agora.” E ela me perguntava: “Mas quem?” “Este.”E ela se virava para mim e dizia: “Ai, meu Deus, a senhora está mal!” E eu, muitas vezes, gritava, gritava, mas ela não entendia nada.

O fim desta minha empregada foi drástico: seu marido se enforcou na frente de sua filha de 5 anos. Eu sabia que era ele, o anjo/demônio, que fazia essas coisas acontecerem. Mas como dizer isso às pessoas?

Neste período da minha vida meu sofrimento aumentou, mas meu sucesso era cada vez maior. O meu anjo/demônio mudou meu nome. Disse-me: “A partir de agora teu nome artístico vai ser Amitaf (Fátima ao contrário).”

Ele me deu o dom de poder escrever tudo ao contrário e o da falsificação. Falsificava qualquer nome, era uma coisa estranha, mas eu gostava, pois parecia que o tal anjo estava outra vez bom.

O tal nome, Amitaf, chegou à boca das pessoas muito rápido e aceitável. Conheci um estilista muito famoso, fiz um curso de modelo, etiqueta.

Sentei-me à mesa com presidentes, ministros e conheci gente da alta sociedade. Foi a esta altura que conheci um indivíduo que fazia parte da revista Playboy. Mais tarde cruzei outra vez o meu caminho com o deste indivíduo.

Continuava aparentando um casamento feliz, mas de mentira, falsidade. Estávamos no ano de 1985/1986. Era abril, Semana Santa. As dores de cabeça eram constantes, mas nessa altura aumentaram.

Fui a um bruxo e fiquei pior. A cada passo que dava, parecia que uma bomba se explodia na minha cabeça. Fiquei de cama e, ao meu lado, o anjo/demônio ali estava olhando pra mim.





Mille baci a tutti

Em 25/11/2011

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Hey everybody 🍍

Super agradecida pelo comentário que acabou de escrever, as perguntas,
desabafos, desamores ou o que for será respondido aqui no blog...
a menos que seja o Seu Silvio Santos, aí é vip rs

con amore, Donna

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